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Em entrevista, Delegado da Polícia Civil, Sr. Carlos Renato fala sobre operações realizadas em Bacabal-MA

Por: REDAÇÃO CUXÁ

25/06/2019

Carlos Renato de Oliveira de Azevedo, esse é o delegado responsável pela 16ª Delegacia Regional na cidade de Bacabal e que exatamente há um ano responde pela regional de Bacabal. Natural do Rio de Janeiro, é graduado em Direito.

Carlos Renato concedeu uma breve entrevista, de forma exclusiva ao Portal CUXÁ, onde na ocasião, falou sobre operações realizadas através de sua atuação na cidade. O SITE recebeu em seu Whatsapp institucional uma informação de que havia um bom desempenho da Polícia Civil em apreensão de celulares roubados, procuramos então o delegado para saber mais sobre esse trabalho e outros. Confira a entrevista:

PORTAL CUXÁ: Delegado, a pergunta inicial é: quanto tempo responde pela regional em Bacabal?

Delegado Carlos Renato: Estou à frente da gestão da Delegacia de Bacabal há exatamente um ano, vim da Delegacia Regional de Pinheiro, onde fui chefe durante dois anos e meio, e vim para Bacabal dar sequência ao trabalho que havia iniciado aqui.

PORTAL CUXÁ: Nós recebemos no nosso Whatsapp do site, informação de que há uma grande ocorrência na apreensão de celulares roubados na cidade, gostaríamos de saber como tem sido esse trabalho?

Delegado Carlos Renato: O importante é frisar o comportamento da vítima de furto/ roubo de aparelhos celulares que deve se dirigir à Delegacia de Polícia para fazer registro da ocorrência e principalmente citando o IMEI.

PORTAL CUXÁ: O que é esse IMEI?

IMEI identitário do aparelho é possível que a Delegacia de Polícia faça contato com as operadoras, aonde conseguimos obter os dados cadastrais da pessoa que está usando o aparelho e assim realizar a diligência e recuperar o aparelho junto ao receptador, que é a pessoa que compra. É um produto de origem ilícita notadamente de furto ou roubo, essa pessoa comete crime de receptação previsto no Artigo 180° do Código Penal brasileiro, onde a pena é de um a quatro anos de reclusão. Então essa pessoa é conduzida pela delegacia de polícia, responde pela prática criminal, tem aparelho roubado que ela comprou apreendido pela polícia e a polícia faz contato com o dono da ocorrência para fazer devolução. Então o importante é que os consumidores têm os dados do aparelho, sobretudo, IMEI. Esse número do IMEI vem na nota fiscal ou na caixa do aparelho, para numa eventualidade triste de perder esse aparelho, a gente consegui fazer a localização e devolução para essa pessoa.

PORTAL CUXÁ: Há muita dificuldade em realizar essa operação ou não? Tem-se um aparato policial que consegue realizar esse trabalho com certa facilidade?       

Delegado Carlos Renato: Não é tão simples, justamente por causa do efetivo policial né? Que não é tão grande, as demandas são muitas, a gente acaba atuando nessa área concomitantemente nas outras áreas de grande relevância, que é o caso dos crimes graves, de homicídios, latrocínios. Mas com muito boa vontade conseguimos recuperar ainda alguns casos. A dificuldade maior é que a demanda cai mais sobre as operadoras de telefonia.

PORTAL CUXÁ: Explique essa questão então, delegado?

Delegado Carlos Renato: A Regional de Bacabal é apenas uma das que tem no interior do Maranhão, daí a gente consegue perceber a grande demanda que cai sobre as operadoras por fornecer dados cadastrais. Então esse fornecimento dos dados cadastrais para a pessoa que está utilizando o aparelho, não é imediato. O chefe do delegado de polícia oficia e a operadora no prazo de uma semana ou um pouco menos, ela dar a resposta que possibilita a diligência e muitas vezes há recuperação do aparelho.

PORTAL CUXÁ: Além desse grave problema de furtos de celulares, quais outras ocorrências em maior escala são feitas cotidianamente?

Delegado Carlos Renato: Todas as demandas criminais acabam caindo na Delegacia Regional e distribuída, por uma questão territorial, para as delegacias que pertencem à regional. São 13 cidades que são abrangidas pela Delegacia Regional de Bacabal. Então se pega de tudo aqui: crimes contra vida, crimes patrimoniais, crimes contra a honra, enfim, todos os crimes possíveis num maior ou menor grau, acabam caindo aqui na Delegacia Regional.

PORTAL CUXÁ: O ideal seria se existissem delegacias especializadas?

O ideal seria se existissem delegacias especializadas para dar uma resposta mais efetiva, porém não chegamos a esse ponto a nível nacional, pois não é uma situação do estado do Maranhão. A nível nacional não temos essa disponibilidade técnica de delegacias especializadas. A boa notícia é que houve uma redução de 33% nos crimes violentos na nossa região de um ano pra cá, número oficial, informado pelo setor de estatística da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão. É um avanço, embora existam homicídios, mas existem em menor número. A polícia vem avançando nesse sentido, não só a civil, mas também a militar.

 

 

 

 



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