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VENCEDORAS: PORTAL CUXÁ CONVERSA COM MULHERES QUE ESTÃO LUTANDO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

POR: REDAÇÃO CUXÁ

31/10/2019

Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam o câncer de mama como o segundo tipo que mais acomete as brasileiras, estimando cerca de 59.700 novos casos no ano de 2019. Dessa maneira, todos os anos é celebrado o Outubro Rosa, campanha de conscientização que busca informar sobre os riscos da doença, reafirmando a importância do diagnóstico precoce e desmistificando ideias difundidas erroneamente.

Encerrando o mês, o Portal Cuxá convidou mulheres que estão na batalha contra o câncer para compartilhar suas histórias, medos e desafios enfrentados após o diagnóstico. Confira o bate papo que tivemos com a nutricionista Ana Elza Costa, em tratamento desde março; e Sheila Raquel, estudante de nutrição, que aos 44 anos recebeu o diagnóstico.

PORTAL CUXÁ: Como foi a descoberta do câncer? (Processo, impacto inicial e tempo de diagnóstico) 

ANA ELZA: A descoberta foi por acaso, no toque após o banho. Estava me vestindo para ir trabalhar e ia caindo, meu esposo que estava próximo me segurou, então sentiu o nódulo na mama esquerda. Era um nódulo bem consistente, menor que um caroço de azeitona, bem rígido. Dois dias depois eu procurei o médico para fazer ultrassom, que me encaminhou para o mastologista. No primeiro momento foi o desespero total. A gente não consegue mais fazer nada, não consegue trabalhar, não segue dormir. Tive que parar todas as minhas atividades em prol disso, era uma coisa nova. Eu não sentia nenhum tipo de mal-estar, é uma doença muito silenciosa. De uma pessoa saudável eu passei a ser uma pessoa doente à beira da morte.

SHEILA RAQUEL: Foi no autoexame que eu senti uma presença de um nódulo duro e não movível. Então pedi o auxílio da minha vizinha que trabalha nessa área, e ela achou que se tratava de uma glândula inflamada, por isso fiz uma mamografia. Depois da confirmação veio aquele abalo emocional, eu chorei no momento e depois disse “se eu estou com esse problema, agora é cuidar em tratar porque é um problema curável”. Tem três meses que eu fui diagnosticada, e já estou na terceira quimioterapia. São oito sessões de quimioterapia antes da cirurgia, e depois será radioterapia. No primeiro dia que a gente fica um pouco mole, meio enjoada, mas faz parte do tratamento e eu sei que é para minha cura.

PORTAL CUXÁ: Como é possível permanecer firme diante da adversidade?

ANA ELZA: O que me motiva principalmente são os meus filhos, o principal motivo de correr atrás da minha cura e lutar contra essa doença. A gente quando é mãe tem muitas responsabilidades. Encarei cabeça erguida para que isso não afetasse meus filhos, e a rotina da minha família. Hoje estou praticamente finalizando o tratamento, Graças a Deus tive uma resposta maravilhosa ao tratamento, e tenho certeza que vou ficar curada. E isso tem me fortalecido porque eu tenho muita fé em Deus, a fé está sendo fundamental no meu processo.

SHEILA RAQUEL: Essa alegria e esse otimismo que eu tenho vem de Deus e faz parte do tratamento. O que esse problema quer, é que você se abale, e isso só piora a situação. Eu tento ao máximo ser alegre, manter meu alto astral para que eu não venha a me abalar. Já é um tratamento difícil não é de uma hora para outra, são anos. Tenho sempre que está firme e fervorosa na minha fé.

Falando para aqueles que passam por situação semelhante, Ana Elza conclui sua fala: “Nós somos escolhidos para passar por esse processo, não é porque a gente é ruim ou porque a gente merecia. Acontece muitas vezes, porque através das nossas vidas muitas outras pessoas se inspiram. Quando eu descobri, procurei pessoas que me inspirassem, pessoas que passaram por isso e que hoje são vitoriosas. Você acreditar que vai ficar curada eu posso dizer que é cinquenta por cento de chance da cura”.

 

Confira alguns mitos e verdades sobre a doença:

1. O câncer só acontece em mulheres mais velhas.

MITO. Embora seja mais frequente em mulheres após os 50 anos, o câncer de mama também pode se desenvolver em adolescentes e, em alguns casos, em crianças. Mas, nesses casos, geralmente também existem outros fatores de risco que podem aumentar as chances, como fazer uma alimentação pouco saudável, ter histórico de câncer de mama na família ou estar constantemente em exposição a substâncias tóxicas, como poluição do ar ou fumaça do cigarro, por exemplo.

Assim, independente da idade, o mais importante é que sempre se consulte o médico quando surge algum tipo de alteração na mama.

2. O câncer de mama também acontece em homens.

VERDADE. Uma vez que o homem também possui tecido mamário, o câncer também pode se desenvolver na mama masculina. Porém, o risco é muito inferior ao da mulher, uma vez que o homem possui estruturas em menor número e menos desenvolvidas.

Dessa forma, sempre que algum homem identifica algum tipo de alteração na mama é muito importante que também consulte um médico, para avaliar se pode, de fato, ser câncer e iniciar o tratamento adequado o mais cedo possível.

3. Desodorante pode causar câncer de mama.

MITO. Aparentemente os desodorantes antitranspirantes não aumentam o risco de desenvolver câncer de mama, pois não existem estudos que confirmem que as substâncias usadas para produzir estes produtos causem câncer, ao contrário de outros fatores já comprovados, como a obesidade ou o estilo de vida sedentário.

Estes produtos têm efeito apenas nas glândulas que produzem suor, não afetando as células mamárias.

Fonte:  https://www.tuasaude.com/cancer-de-mama/

Esclareça outras dúvidas sobre a doença, no site do Instituto Nacional do Câncer: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama

 



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