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Trans é assassinada cruelmente e encontrada em matagal na Vila São João em Bacabal.

No Brasil foram ao menos 868 travestis e transexuais assassinados nos últimos oito anos. Número assustador, o que o deixa infelizmente no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgêneras.  Esse dado é da ONG Transgender Europe (TGEu) apresendado em novembro de 2016.  É assustador, porém não é novidade para essa parcela quase invisível da sociedade brasileira, que precisa resistir a uma rotina de exclusão e violência.

Segundo o relatório da TGEu, o país registra, em números absolutos, mais que o triplo de assassinatos do segundo colocado, o México, onde foram contabilizadas 256 mortes entre janeiro de 2008 e julho de 2016.  Em números relativos, quando se olha o total de assassinatos de trans para cada milhão de habitantes, o Brasil fica em quarto lugar, atrás apenas de Honduras, Guiana e El Salvador. Esses dados são mascarados pela dificuldade de contabilizar os crimes.

A pesquisa da TGEu aponta algumas razões para que esse cenário de violência se apresente no Brasil e em outros países da América Latina, região que reúne 78% dos homicídios relatados no documento. Entre os motivos, estão grandes níveis de violência no contexto histórico (colonialismo, escravidão, ditaduras), alta vulnerabilidade de transexuais na prostituição e a falha do Estado em prevenir e investigar esses crimes.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) afirma que as denúncias de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis aumentaram 94% no país entre 2015 e 2016. Os casos incluem também abusos psicológicos, discriminação e violência sexual.

CASO MELISSA

No último sábado (04), por volta das 17hs30min foi encontrado o corpo de uma trans, cujo nome é “Jailson Feitosa Borges”, porém, conhecido pelo nome social “Melissa”.

O corpo foi encontrado em um matagal, logo atrás da quadra de Esporte Vereador Joãozinho, na Vila São João.  A polícia foi acionada e constatou que a vítima foi morta com requinte de crueldade, já que chegaram a decepar a mão e colocar na boca da vítima.

O corpo foi levado ao hospital, para que os médicos fizessem a análise sobre qual instrumento foi usado para cometer esse crime, além de outros procedimentos no IML para posteriormente dar o laudo cadavérico.

O suspeito

“Ferreirinha” foi identificado como suspeito. Segundo uma moradora da Vila São João que não quis revelar sua identidade ao PORTAL CUXÁ, Ferreirinha e a vítima sempre costumavam sair juntos.

No dia em que o corpo foi encontrado, segundo relato dessa mesma moradora, um garoto que jogava na quadra ao ir em direção à bola que havia sido remessada no Matagal, deparou-se com a vítima no matagal e de imediato, assustado, avisou aos colegas.

Conforme relatou outro morador da Vila São João, a vítima e Ferreirinha estavam no bar da Creusa, juntos, curtindo uma festa, um dia anterior ao assassinato. O acusado frequentava a casa da vítima e dizia-se “amigo”. Para outros populares, suspeita-se que os dois tinha um “caso”, ou seja, um relacionamento.

 

 



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