31/07 - Brhadaranyakopanis hadvivekachudamani batiza filho com mesmo nome.
Um mexicano tem o nome mais comprido do país e provavelmente um
dos mais exóticos do mundo: Brhadaranyakopanishadvivekachudamani
Erreh Muñoz.
"Brhada", como o chamam os seus amigos, é veterinário
no Estado de Coahuila, no norte do México. Ele diz que carrega
seu nome de 36 letras com muito orgulho. Tanto que passou o nome
para o seu filho, apenas com uma pequena variação. A mudança
está no sobrenome, que foi fundido em uma palavra só: Errehmuñoz.
A família do mexicano tem um histórico de nomes estranhos. O pai
de "Bhrada" chama-se José Refugio. O nome foi uma
homenagem à Virgem do Refúgio, já que José foi o único
sobrevivente entre cinco irmãos que morreram quando bebês.
Como José não gostava do sobrenome Refugio, passou a assinar
apenas como José R. Assim surgiu o apelido "R",
transformado posteriormente em "Erreh", que segundo
José é também uma sigla para "esposo, refúgio, rosário,
esposa, 'hijo' ('filho' em espanhol)"
'Meu nome é para sempre'
Mas José não parou aí. Ele resolveu dar ao seu filho o nome de
Brhadaranyakopanishadvivekachudamani, que nada mais é do que a
combinação do nome de dois filósofos hindus.
José disse que não sabia qual dos nomes dos filósofos escolher, e
acabou decidindo unir os dois.
"Bhrada" disse à BBC que o nome do primeiro filósofo
significa "o homem que se converte no que faz". Já o
segundo nome, aparentemente, não tem nenhum significado muito preciso.
Ele afirma que nunca teve grandes problemas com o nome. O maior
incômodo foi a necessidade de um ofício especial, para permitir
que o nome completo fosse colocado no título eleitoral e na
carteira de motorista.
Muñoz conta ainda que sua família não tem nenhuma relação com a
Índia ou com a religião hindu, e que ele decidiu dar o nome ao
seu filho para seguir a tradição iniciada pelo pai.
O México tem um histórico de nomes estranhos. Há registros de
pessoas chamadas "Zolia Vaca del Campo",
"Hitler" e "Michael Jackson".
Uma mulher nascida em 22 de abril de 1914 está registrada com
mais de 30 sobrenomes. María Saldivar chama-se, oficialmente,
María de la Asunción Luisa Conzaga Guadalupe Refugio Luz Loreto
Salud Altagracia Cármen Matilde Josefa Ignacia Francisca Solano
Vicenta Ferrer Antonia Ramona Agustina Carlota Inocencia
Federica Gabriela de Dolores de los Sagrados Corazones de Jesús
y de María Saldivar y Saldivar.
O Registro Oficial do Estado de Coahuila começou uma campanha
chamada "Meu nome é para sempre", para que as pessoas
não ponham nomes estranhos em seus filhos.
No entanto, as autoridades reconhecem que muitas pessoas com
nomes estranhos são felizes assim. Hegel Cortés, diretor do
Registro, disse à BBC que para que as pessoas possam mudar de
nome após o nascimento, elas precisam provar que existe algum
problema ou discriminação.
Entre os nomes considerados "normais", os mais comuns
nos nascimentos recentes na capital mexicana são Fernanda e
Valeria, para meninas, e Diego e Santiago, para meninos.
