29/06 - Necrópsia mostra que Jackson tinha somente comprimidos no estômago, diz tabloide.
O cantor americano Michael Jackson pesava apenas 51 quilos, tinha
comprimidos parcialmente dissolvidos no estômago e apresentava várias costelas
quebradas, segundo detalhes da necrópsia obtidos pelo tabloide britânico
"The Sun"
O jornal britânico, que se refere ao primeiro exame "post-mortem"
realizado no corpo de Michael após sua repentina morte na quinta-feira,
afirma nesta segunda (29) que o cadáver do "rei do pop" era
quase um esqueleto e estava muito deteriorado.
Michael, cujos restos foram submetidos no fim de semana passado a uma
segunda necrópsia solicitada pela família, não tinha comido nada e só tinha
comprimidos no estômago, aparentemente ingeridos antes da injeção de
analgésicos que teria causado a parada cardíaca que matou o cantor.
Como resultado dos esforços para reanimá-lo, o cantor, de 50 anos,
apresentava várias costelas fraturadas e quatro marcas de injeções em torno do
coração, destinadas a injetar adrenalina a esse órgão.
Além disso, Michael tinha ficado praticamente careca e, de fato, usava
peruca, diz o jornal britânico.
Os legistas também encontraram hematomas nos joelhos e tíbias do cantor,
assim como nas costas, que poderiam ser as sequelas de uma recente queda.
Além disso, o corpo do "rei do pop" estava cheio de cicatrizes
cirúrgicas provocadas por pelo menos 13 operações estéticas.
"A família e os fãs de Michael ficarão horrorizados quando se derem
conta do péssimo estado no qual se encontrava", declarou ao jornal uma
fonte próxima à estrela.
O "Sun" publicou dados da autópsia depois que o médico pessoal
de Michael Jackson, Conrad Murray, ficou no fim de semana passado em liberdade
e livre de suspeita, após o interrogatório de três horas ao qual a polícia lhe
submeteu.
A porta-voz do doutor, Miranda Sevcik, disse que Murray respondeu a
"todas e cada uma das perguntas" realizadas pelos agentes, que
trabalham para esclarecer os motivos da morte do cantor, da qual o médico foi
testemunha presencial.
De acordo com o jornal britânico, a família de Michael está preparando
um processo multimilionário contra o médico.